Incertezas
by
Sharon
- domingo, outubro 09, 2011
Geralmente eu não gosto de falar do meu futuro, ou sobre o que eu quero fazer da minha vida, até porque a resposta será somente uma: "Eu não sei" Nunca soube, não sei e pelo jeito vou demorar a saber. Tenho 20 anos e muita coisa aconteceu, já pensei muitas maluquices, desde criança. Já quis ser veterinária, professora, cantora, dançarina, atriz, simplismente famosa, já quis nunca mais levantar da minha cama e não ser droga nenhuma, já quis ser dona de casa, modelo, médica, designer, alcoólatra, piranha, e até mesmo outra pessoa... mas nada disso diz o que eu quero ser hoje, talvez esteja criando o que vou ser amanhã, mas por enquanto fica aquela incerteza pairando.
Em 2007 quando terminei o infeliz ensino médio, com os meus lindos 16 anos, só queria vagabundear. Naquela época eu pensava "Estudar, nunca mais!" e quando ainda não tinha nem feito um ano que o inferno tinha acabado, começou outro: quero voltar para o colégio desesperadamente, quero voltar a ter 13 anos e fazer tudo de novo. O sonho dos meus pais sempre foi o deu eu fazer facul depois do colégio, não que eles fizessem pressão sobre isso, pelo contrário, eles mal falavam, mas no fundo eu sabia. É claro que 4 anos depois esse sonho já murchou, apesar de todo esse tempo eu sempre trabalhar, parece não ser a mesma coisa.
Nesse meio tempo cheguei a fazer um curso técnico de Radiologia, mas achei um saco, fiz até a 3º sementre e cancelei antes do estágio. Podem me matar, minha mãe também tentou, mas fui eu que paguei, eu que não aguentava ir mais nas aulas e ouvir sobre Ãons, kVs, colimar na área certa, blá blá blá. A melhor parte, confesso, foi a médica. Amei saber as funções de órgãos, os nomes de cada ossinho do corpo, as aulas de enfermagem - até aprendi a esfaquear alguém do jeito certo. Nesse instinto médico dentro de mim que até hoje tenho vontade de assistir aulas de dissecação, parece meio nojento, mas criei uma certa fascinação.
Nesse meio tempo cheguei a fazer um curso técnico de Radiologia, mas achei um saco, fiz até a 3º sementre e cancelei antes do estágio. Podem me matar, minha mãe também tentou, mas fui eu que paguei, eu que não aguentava ir mais nas aulas e ouvir sobre Ãons, kVs, colimar na área certa, blá blá blá. A melhor parte, confesso, foi a médica. Amei saber as funções de órgãos, os nomes de cada ossinho do corpo, as aulas de enfermagem - até aprendi a esfaquear alguém do jeito certo. Nesse instinto médico dentro de mim que até hoje tenho vontade de assistir aulas de dissecação, parece meio nojento, mas criei uma certa fascinação.
No ano passado eu já tinha pensado em prestar vestibular e minha primeira opção era Teatro, mas tem uma prova de habilitação especÃfica antes do vestibular para ver se tu é apta para cursar esse curso. Essa prova consiste em um monólogo, perguntas do juri e improvisação. Eu fiquei toda mijada só de saber e pulei fora. Um ano se passou e esse ano eu disse que ia tomar coragem e encarar a tal prova, mas ainda estou tremendo nas bases, mesmo assim fiz minha inscrição, paguei e a prova já está marcada para dia 25/10. Vou deixar aqui para vocês verem o texto do monólogo. Otelo - William Shakespeare.
Lendo assim parece fácil, apesar da linguagem antiga. No geral eu tenho que ler a peça completa, saber todinha para depois ser questionada sobre ela. Estou em um desespero e cogitando a possibilidade e não ir na tal prova e prestar vestibular para o curso de escape, Publicidade e Propaganda, e deixar como está. Já procurei lugares onde tem curso de teatro, aulas e tudo mais, mas não bate com o meu horário do trabalho. Realmente não sei o que faço, as gurias do trabalo disseram para eu deixar de ser medrosa e 'encara os cara' e a Dani sempre me diz que a Globo está me perdendo... bom se fosse, hehe !
É com esse faço ou não faço que deixo vocês hoje. Por enquanto a incerteza, amanhã o absoluto... me aguardem.
EmÃlia - "É claro que não faria semelhante coisa por um anel duplo, nem por algumas peças de cambraia, de linho, nem por vestidos, anáguas, nem por chapéus, nem por qualquer pequeno adereço, mas pelo mundo inteiro!... Mas eu acredito que, quando as mulheres caem, é por culpa dos maridos, se não cumprem seus deveres e derramam nossos tesouros em regaços estranhos, ou, então, estalam em ciúmes mesquinhos, impondo-nos restrições; ou, ainda, nos batem e reduzem por despeito nosso orçamento habitual, então sim, não somos pombas sem fel e, embora possuamos certa virtude, não temos falta de espÃrito de vingança. Que os maridos fiquem sabendo que suas mulheres possuem sentidos iguais aos deles; vêem, cheiram, possuem paladar, não só para o doce como para o amargo, exatamente como eles possuem. Que procuram quando nos trocam por outras? Será prazer? Acho que é. São levados pela paixão? Acho que sim. É fraqueza que os faz errar assim? Acho que é também. Pois bem, não temos nós paixões, desejos de prazer e fraquezas como têm os homens? Tratem-nos então bem! Caso contrário, saibam que os males que nos causam nos autorizam a causar-lhes outros males!"
Lendo assim parece fácil, apesar da linguagem antiga. No geral eu tenho que ler a peça completa, saber todinha para depois ser questionada sobre ela. Estou em um desespero e cogitando a possibilidade e não ir na tal prova e prestar vestibular para o curso de escape, Publicidade e Propaganda, e deixar como está. Já procurei lugares onde tem curso de teatro, aulas e tudo mais, mas não bate com o meu horário do trabalho. Realmente não sei o que faço, as gurias do trabalo disseram para eu deixar de ser medrosa e 'encara os cara' e a Dani sempre me diz que a Globo está me perdendo... bom se fosse, hehe !
É com esse faço ou não faço que deixo vocês hoje. Por enquanto a incerteza, amanhã o absoluto... me aguardem.
' I swear the world better prepare for when I'm a billionaire.'



